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Rentabilidade da soja preocupa produtores do oeste de Mato Grosso com queda nos preços e custos altos

Agro MT 09/01/2026 22:13

Rentabilidade Soja Preocupa Produtores Oeste — veja informações claras, passos práticos e orientações para tomar a melhor decisão com segurança.

Rentabilidade Soja Preocupa Produtores Oeste: guia completo

BusinessRentabilidade da soja preocupa produtores do oeste de Mato Grosso com queda nos preços e custos altos Published 7 horas agoon janeiro 9, 2026By agro.mt Share Tweet Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato GrossoAs colheitadeiras já roncam no oeste de Mato Grosso, mas o clima de otimismo com a produtividade no campo não se reflete nas planilhas financeiras dos agricultores.

Embora as áreas precoces em municípios como Campos de Júlio e Sapezal apresentem números satisfatórios de colheita, a conta da safra não fecha. O motivo é uma combinação perigosa para o caixa das propriedades: o preço pago pela soja caiu, enquanto o custo para produzir o grão permanece em patamares elevados.O descompasso financeiro é reflexo de um ciclo que começou com insumos caros.

Muitos produtores travaram seus custos de produção em momentos de alta no mercado e, agora, precisam de muito mais sacas de soja para quitar as mesmas dívidas.

O cenário gera apreensão não apenas dentro das fazendas, mas em toda a cadeia de fornecedores e revendas da região.Segundo Rodrigo Cassol, presidente do Sindicato Rural de Campos de Júlio, a realidade do mercado atual está distante do ponto de equilíbrio necessário para o agricultor. “A soja nossa tinha que estar aqui no nosso município em torno de R$ 130.

Hoje estamos falando em R$ 105, R$ 104”, alerta.Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato GrossoCusto por hectare exige alta produtividadePara conseguir honrar os compromissos e obter alguma margem de lucro, a eficiência produtiva precisa ser quase impecável.

Com custos de produção estimados em cerca de R$ 5 mil por hectare, o produtor se vê obrigado a atingir médias de produtividade que fiquem bem acima da média histórica do estado apenas para “pagar o investimento”.Cassol detalha que a valorização do grão não acompanhou o peso das dívidas contraídas anteriormente.

“Um dos maiores problemas foram os investimentos na época e que hoje está se gastando mais sacas para pagar esses investimentos e o preço do grão defasado não está condizente com a realidade.

Hoje podemos falar em torno de R$ 5 mil por hectare mais ou menos o custo, teria que colher uma média de 70 sacas para ter uma rentabilidade boa para pagar todos os investimentos e o que tem em dívidas”, explica o presidente do sindicato ao Canal Rural Mato Grosso.A pressa em tirar o grão do campo também esbarra na necessidade de viabilizar a segunda safra, como forma de tentar diluir os custos fixos da propriedade.

No Grupo Bom Jesus, que nesta temporada cultivou 4.226 hectares de soja em Campos de Júlio, o gerente de produção Joelson Francisco da Silva explica que a agilidade operacional é a estratégia para aproveitar a janela climática.“Estamos colhendo esses quinhentos e pouco, e já estamos dissecando mais 1,2 mil hectares e assim vai indo na sequência.

A expectativa é de fazer os dois serviços ao mesmo tempo tirar o produto do campo e já agregar algodão no sistema dentro de uma janela boa. Agora não para mais. É colhendo e plantando”, destaca Joelson.Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato GrossoGestão e tecnologia para salvar a margemDiante da pressão econômica, a saída encontrada pelos produtores tem sido o controle rígido de cada centavo gasto na operação.

Na Fazenda Agrícola Zanella, que nesta safra semeou 18,3 mil hectares de soja entre Campos de Júlio e Comodoro, a estratégia é usar a telemetria para monitorar o consumo de diesel e a performance das máquinas em tempo real, evitando qualquer desperdício que possa corroer ainda mais a rentabilidade.Para o engenheiro agrônomo Alfeu Volf Júnior, a margem de erro nesta safra é inexistente.

“Não pode errar nesses momentos, são momentos cruciais da lavoura. Se você não tem esse controle você acaba gastando mais do que você realmente planejou, então a gente tem que fazer de tudo para tentar tirar essa soja em tempo hábil para não estragar o grão”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.O sentimento de insegurança financeira ecoa por todo o setor.

Diego Dalmaso, presidente do Sindicato Rural de Sapezal, relata que a angústia é generalizada. “A gente sente uma preocupação por parte dos fornecedores e por parte dos produtores.

O preço não está condizente com os custos”, define.Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.O post Rentabilidade da soja preocupa produtores do oeste de Mato Grosso com queda nos preços e custos altos apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

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Com a instabilidade sofrida após o ataque do presidente Donald Trump ao país, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) aguarda os próximos passos para definir estratégias de exportaçãovenda.O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, destaca que a expectativa é que o contexto geopolítico não tenha mais sobressaltos e, futuramente, que se ganhe mais estabilidade jurídica, econômica e política para que as vendas brasileiras ao vizinho aumente.“A Venezuela é uma grande consumidora per capta de arroz, consumindo em torno de um milhão de toneladas por ano.

Por conta de o arroz ser um produto barato, de fácil manuseio e cocção, ele se tornou muito importante para aquele país”, conta.Nunes pontua que pelos acordos comerciais traçados entre ambos e pela qualidade na produção, o cereal brasileiro ganhou a preferência dos venezuelanos.“Esperamos que se ganhe certa segurança jurídica e até uma facilidade financeira [nas transações].

As tradings tinham certa dificuldade em negociar com a Venezuela.

Esperamos que as coisas se normalizem, que possam ser liberados dólares e cartas de crédito através até mesmo dos bancos norte-americanos [para a importação de arroz].”Segundo ele, caso o país vizinho não importe mais o arroz em casca brasileiro por conta das instabilidades que vive atualmente, restará ao Brasil pulverizar o volume destinado aos venezuelanos para outras nações do continente, a exemplo dos países da América Central, como o Panamá.O post Brasil espera estabilidade jurídica na Venezuela para ampliar venda de arroz apareceu primeiro em Canal Rural.

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A medida está prevista em portaria publicada em dezembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.A meta é impedir a entrada de “agentes causadores de doenças e pragas que possam colocar em risco a saúde pública, o meio ambiente e o patrimônio agropecuário brasileiro”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).A fiscalização será feita por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a quem caberá analisar os riscos que alguns itens podem implicar, caso entrem no país.Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!Lista de produtosEntre os itens estão: animais, vegetais, bebidas, fertilizantes, corretivos, agrotóxicos, alimentos, produtos de madeiras, estimulantes e biofertilizantes.Também integram a lista materiais genéticos para uso na reprodução animal e na propagação de vegetais; produtos de uso veterinário e destinados à alimentação animal; e inoculantes – produtos que contêm bactérias ou fungos destinados a favorecer o desenvolvimento das plantas.“A lista de produtos agropecuários estabelecida na portaria poderá ser atualizada a qualquer momento, em decorrência de eventos sanitários, da produção de conhecimento para a gestão do risco zoofitossanitário (relativo à segurança da saúde animal e vegetal), bem como de alterações nos procedimentos aduaneiros”, informou a Secom.DocumentaçãoQuem estiver transportando, durante a viagem, produtos desses tipos, que necessitem de autorização de importação, terá de preencher um documento emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária Mapa, “que será encaminhado eletronicamente pelo serviço técnico emissor às unidades do Vigiagro nos locais de ingresso”.A Secom explica que o documento deverá conter informações descrevendo os bens agropecuários a serem importados, incluindo quantidade, forma de acondicionamento, país de origem e de procedência; modal de transporte (que poderá ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre, rodoviário ou ferroviário); via de transporte autorizada; e local de ingresso no território nacional.Também será necessária a apresentação do prazo de validade da autorização de importação, além da dados do viajante que transportará os produtos.

A declaração será por meio do documento e-DBV – Declaração Eletrônica de Bens do Viajante, a ser entregue na unidade do Vigiagro por meio do canal “Bens a Declarar”.O post Brasil terá novas regras para entrada de produtos agropecuários; veja quais apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue ReadingBusinessFeijão tropeiro entra no top 5 dos melhores pratos vegetais do mundo Published 7 horas agoon janeiro 9, 2026By agro.mt Imagem gerada por IAO feijão tropeiro acaba de ganhar destaque internacional ao integrar o ranking da plataforma TasteAtlas, figurando na 5ª colocação entre os melhores pratos da categoria “pratos vegetais” do mundo.O reconhecimento coloca a cozinha mineira ao lado de tradições gastronômicas consagradas da Itália, Portugal e Índia, e reforça a projeção global dos sabores de Minas Gerais.Com avaliação de 4,29, o prato é apresentado pela plataforma como uma receita tradicional de Minas Gerais, associada à história dos tropeiros que cruzavam o interior do Brasil transportando mercadorias e saberes.Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!Preparado com feijão cozido, farinha de mandioca e temperos como alho, cebola, couve e cheiro-verde, o feijão tropeiro reúne simplicidade, sustância e identidade, marcas registradas da cozinha mineira.

A TasteAtlas também destaca as diferentes variações regionais da receita, reflexo da diversidade cultural e territorial do estado.“Nossa cozinha é feita de história, afeto e saberes transmitidos de geração em geração.

Esse reconhecimento valoriza não apenas um prato, mas toda uma cultura alimentar que expressa a identidade do nosso povo e fortalece Minas como destino gastronômico no cenário internacional”, destaca a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Bárbara BotegaHerdeira de influências indígenas, africanas e portuguesas, a cozinha de mineira é conhecida pelo aproveitamento integral dos alimentos, do saber transmitido entre gerações e da criatividade diante das condições do interior do país.Outro reconhecimentoRecentemente, Minas Gerais também foi citada pela revista Condé Nast Traveler como um dos destinos gastronômicos de 2026, reforçando o interesse internacional pela culinária do estado e pelos seus modos de fazer.A presença em rankings e publicações especializadas amplia a visibilidade dos pratos, dos produtores locais, dos chefs, das cozinheiras tradicionais e dos territórios que dão origem a esses sabores.O post Feijão tropeiro entra no top 5 dos melhores pratos vegetais do mundo apareceu primeiro em Canal Rural.

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