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Pesquisas reduzem riscos ambientais e fortalecem a produção de tilápia

Agro em Campo (IG) 30/01/2026 10:15

Pesquisas Reduzem Riscos Ambientais Fortalecem — veja informações claras, passos práticos e orientações para tomar a melhor decisão com segurança.

Pesquisas Reduzem Riscos Ambientais Fortalecem: guia completo

Pesquisas reduzem riscos ambientais e fortalecem a produção de tilápia Por Henrique Rodarte 30/01/2026 às 07:15 Foto: divulgação – Secretaria de Agricultura – MG Resumo da notícia A EPAMIG destaca a pesquisa como chave para a produção sustentável de tilápia, focando em controle reprodutivo, melhoramento genético e sistemas produtivos que equilibram expansão e preservação ambiental.A inclusão temporária da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras gerou debate; a espécie é introduzida no Brasil, e pesquisas buscam mitigar riscos ambientais e aprimorar o controle em cultivo.Novas tecnologias como lotes 100% masculinos, sistemas de recirculação de água e bioflocos são desenvolvidas para evitar reprodução indesejada, reduzir riscos de escape e melhorar a eficiência produtiva e biossegurança.A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) reforça a importância da pesquisa científica para garantir uma produção sustentável de tilápia no Brasil.

As ações da instituição buscam equilibrar a expansão do cultivo com a preservação ambiental, por meio de avanços em controle reprodutivo, melhoramento genético e sistemas produtivos mais seguros.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE O debate sobre a presença da tilápia ganhou destaque após a inclusão temporária da espécie na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, elaborada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio). A tramitação da lista foi suspensa para reavaliação técnica, após manifestações do setor produtivo e de órgãos ambientais.

Segundo o pesquisador da EPAMIG Franklin Costa, é essencial diferenciar as definições técnicas: “A tilápia não é uma espécie invasora, mas introduzida no Brasil.

Embora os impactos ambientais ainda sejam pouco estudados, a pesquisa precisa avançar para mitigar riscos e aprimorar o controle em sistemas de cultivo.” Produção paulista de tilápia cresce 4% e alcança 54 mil toneladas em 2025 Pesquisadores desenvolvem embalagem biodegradável usando pele de peixe Controle reprodutivo e inovação tecnológica Entre as principais linhas de pesquisa estão o desenvolvimento e a aplicação de métodos seguros de controle reprodutivo.

A instituição trabalha em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para aprimorar a masculinização e a inibição da reprodução, fundamentais para evitar a proliferação em tanques e em ambientes naturais. A equipe busca criar lotes 100% masculinos, reduzindo a margem de fêmeas férteis, ainda presente nos métodos convencionais.

E também desenvolve novas técnicas de manipulação cromossômica e produção de tilápias estéreis. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE “O uso de lotes masculinos evita a reprodução indesejada e melhora o desempenho produtivo. Nosso objetivo é unir eficiência zootécnica e biossegurança”, afirma Costa.

Leia Também:Piscicultura brasileira lidera em sustentabilidade globalConheça a cidade que mais produz tilápias no BrasilProjeto produz uma tonelada de tilápias em presídio Sistemas produtivos seguros e melhoramento genético A EPAMIG também testa sistemas intensivos e controlados, como os de recirculação de água (RAS) e os de bioflocos (BFT), que mantêm o cultivo desconectado dos ambientes naturais.

Essas tecnologias reduzem significativamente o risco de escapes e otimizam o crescimento dos peixes. Foto: Ascom Epamig No melhoramento genético, o foco está em desenvolver linhagens com alto desempenho em cativeiro e baixa sobrevivência fora dele. “Caso o peixe escape, sua chance de sobrevivência será mínima em comparação aos peixes de vida livre”, explica o pesquisador.

Apesar do avanço dos sistemas tecnificados, Costa ressalta que o objetivo não é substituir os modelos tradicionais, como tanques-rede e viveiros escavados. Mas torná-los mais seguros em fases críticas do ciclo de produção. Resultados e impacto econômico Os resultados das pesquisas ganham amplitude por meio de capacitações, dias de campo e materiais de apoio técnico oferecidos aos piscicultores.

Caminhão Agro CAIXA reforça apoio a produtores rurais na Coopershow CNA defende restrição a termos lácteos em produtos vegetais A tilapicultura representa hoje um dos pilares da aquicultura brasileira. De acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR, 2025), o país produz mais de 600 mil toneladas por ano, movimentando cerca de R$ 7 bilhões e gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

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Créditos: Agro em Campo (IG).