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Café lidera alta da cesta básica em 2025

Agro em Campo (IG) 30/01/2026 11:45

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Café Lidera Alta Cesta Básica: guia completo

Café lidera alta da cesta básica em 2025 Indústria projeta manutenção dos preços elevados do café em 2026 Por Luna Amaro 30/01/2026 às 08:45 Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar Resumo da notícia O café foi o item da cesta básica que mais subiu em 2025, com alta de 5,8%, impulsionada por estoques globais baixos, tarifas elevadas e problemas climáticos que reduziram a oferta.O faturamento da indústria de café torrado cresceu 25,6% em 2025, atingindo R$ 46,24 bilhões, apesar da queda de 2,31% no consumo, devido ao aumento expressivo dos preços ao consumidor e ao produtor.Para 2026, a Abic projeta boa safra e recomposição dos estoques globais, mas alerta que será necessário mais de uma colheita favorável para que os preços recuem de forma consistente no mercado interno.O café foi o item da cesta básica que mais encareceu em 2025, segundo levantamento da Abic.

O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Café. Além disso, a indústria projeta manutenção dos preços elevados do café em 2026. Isso ocorre porque os estoques globais seguem baixos, mesmo com expectativa de boa safra. Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, a colheita deve recompor estoques mundiais. Assim, a maior oferta não deve reduzir os preços no curto prazo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Faturamento cresce apesar da queda no consumo O faturamento da indústria de café torrado cresceu 25,6% em 2025 frente a 2024. Com isso, a receita do setor alcançou R$ 46,24 bilhões. A Abic atribui o crescimento ao aumento do preço do café no varejo. Entre 2021 e 2025, o valor ao consumidor subiu 116%. No mesmo período, o preço pago ao produtor avançou ainda mais.

O café arábica registrou alta acumulada de 212%. Ciclone traz chuvas intensas ao Sudeste a partir de sexta Café: chuvas aliviam arábica e preocupam produtores de robusta Clima reduz oferta e pressiona preços Problemas climáticos afetaram a produção de café nos últimos anos. Geadas, secas e altas temperaturas reduziram a disponibilidade de grãos. Como resultado, os preços subiram no mercado interno e externo.

Com menos oferta, o consumo caiu 2,31% em 2025. Apesar disso, Cardoso avalia que o consumo brasileiro permanece resiliente. Segundo ele, a demanda se mantém estável mesmo após altas expressivas. Café encarece mais que outros itens da cesta básica O levantamento da Abic analisou seis produtos da cesta básica. Açúcar, leite, arroz e feijão ficaram mais baratos em 2025.

O óleo de soja subiu 1,2%, enquanto o café avançou 5,8%. Assim, o café liderou a alta entre os itens analisados. Tarifas e estoques globais explicam alta Diversos fatores pressionaram os preços do café em 2025. O tarifaço de 50% dos EUA elevou as cotações em Nova York. Além disso, os estoques globais seguem baixos após quatro safras menores. Problemas climáticos afetaram principalmente o café arábica.

A indústria também repassou parte dos custos ao consumidor. Segundo Cardoso, o café subiria mais 70% com repasse integral. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Expectativa para o café em 2026 Mesmo sem balanços oficiais, a Abic projeta boa safra em 2026. O La Niña trouxe condições climáticas mais equilibradas às lavouras. No entanto, Cardoso afirma que duas boas safras são necessárias.

Somente assim os preços podem recuar de forma consistente. O foco atual da indústria é recompor os estoques globais. Ainda assim, o setor vê espaço para recuperação do consumo.

Leia Também:Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiroIAC e Coffee Dinner & Summit reforçam protagonismo de Campinas na cafeiculturaDia Internacional do Café: guia completo para escolher o grão perfeito Quedas pontuais já aparecem no varejo Em dezembro, alguns preços já recuaram no varejo. O café tradicional extraforte caiu 7,1% frente a novembro. O café em cápsulas registrou queda mensal de 13,2%.

Na comparação anual, a redução chega a 16,8%. Segundo a Abic, isso ocorre pela menor quantidade de café por quilo. Além disso, acordos comerciais podem reduzir preços a partir de abril.

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Créditos: Agro em Campo (IG).