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Produção Paulista Tilápia Cresce 4: guia completo
Produção paulista de tilápia cresce 4% e alcança 54 mil toneladas em 2025 Pesquisa científica impulsiona produtividade e qualidade dos peixes Por Henrique Rodarte 29/01/2026 às 19:37 Foto: Divulgação Resumo da notícia A produção de tilápia em São Paulo cresceu 4% em 2025, alcançando 54,17 mil toneladas e faturamento de R$ 494,11 milhões, consolidando o estado como o segundo maior produtor nacional.Tanques-rede em grandes reservatórios do oeste paulista respondem por 75% da produção, impulsionando produtividade, enquanto viveiros atendem regiões do planalto e Mantiqueira.Frigoríficos especializados ampliam capacidade, com 21 unidades responsáveis por 86% do abate, aproveitando subprodutos como couro para usos industriais e medicinais.A produção de tilápia em São Paulo cresceu 4% em volume durante 2025, segundo dados preliminares do Valor da Produção da Aquicultura Paulista.
O estado alcançou 54,17 mil toneladas do pescado e registrou faturamento de R$ 494,11 milhões no período. As informações vêm do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE São Paulo mantém a segunda posição no ranking nacional de produção de tilápia, atrás apenas do Paraná.
A piscicultura paulista consolida-se como um dos pilares dinâmicos do agronegócio estadual, com perspectivas otimistas para os próximos meses. Tanques-rede em reservatórios concentram 75% da produção estadual A tecnologia de criação em tanques-rede impulsionou o crescimento da produção e da produtividade da tilápia no estado.
Atualmente, esse sistema de cultivo concentra-se principalmente nos grandes reservatórios hidrelétricos do oeste paulista e já responde por mais de 75% do volume total produzido.
Embrapa desenvolve queijo vegetal funcional a partir de castanha de caju Churrasco salgado: preço da carne bovina não deve cair O levantamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e do IEA contabilizou mais de 12 mil unidades de tanques-rede em operação durante 2024.
Os viveiros escavados, por sua vez, mantêm relevância no planalto e na região da Mantiqueira, onde atendem tanto a produção comercial quanto o mercado de pesque-pague.
“Espera-se que as condições climáticas favoráveis de temperatura e luminosidade impulsionem a produção no segundo semestre, podendo reverter a queda no valor total da produção deste cálculo preliminar”, destaca artigo científico publicado no site do IEA.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Frigoríficos paulistas ampliam capacidade de processamento e aproveitamento A estrutura de processamento paulista mostra-se robusta: 21 frigoríficos concentram 86% do abate estadual. Parte da produção ainda segue para abatedouros em estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Leia Também:Ciência e união vencem fungo e recupera 95% da produção de uvas NiágaraConfirmado primeiro caso de gripe aviária em SP em 2025Preços do etanol seguem em queda em São Paulo Celso Vegro, diretor da Divisão de Estatística, Economia e Políticas Públicas em Agricultura do IEA, aponta o potencial de expansão do setor.
“Colabora imensamente a esse crescimento da produção a instalação de grandes frigoríficos especializados no abate e processamento da tilápia (filetagem) com aproveitamento do couro para outros usos, inclusive, para o tratamento de queimaduras de primeiro grau”, explica.
Pesquisa científica impulsiona produtividade e qualidade dos peixes O pesquisador do IEA, Eder Pinnati, destaca que a pesquisa científica tem contribuído para a melhoria da produtividade e da qualidade dos peixes criados no estado.
“São diversos desafios que vão desde a qualidade da água até a gestão da cadeia que estão sendo estudados concomitantemente, e o IEA inicia o acompanhamento e divulgação de dados e informações da cadeia produtiva da tilápia”, afirma. Diante da relevância e intensificação da atividade na agropecuária paulista, a tilápia entrou no Valor da Produção Agropecuária (VPA) em 2025.
O indicador, elaborado desde 1948, gera um ranking de relevância econômica para os produtos do setor e serve de base para análises, planejamento e formulação de políticas públicas. O setor segue atraindo novos investimentos, com aumento contínuo no número de criatórios cadastrados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).
Como a maior parte do abastecimento paulista ainda vem de outros estados, há potencial de expansão bastante favorável para o incremento e intensificação das criações de tilápias, segundo Vegro. Paulistas consomem tilápia abaixo do recomendado pela OMS A tilápia lidera a preferência dos paulistas entre os pescados, seguida por salmão, pescada e atum. O alto custo da proteína, porém, limita o consumo.
Os dados fazem parte de pesquisa recente do Instituto de Oceanografia (IO) da USP, em parceria com o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo (IP-APTA).
Caminhão Agro CAIXA reforça apoio a produtores rurais na Coopershow CNA defende restrição a termos lácteos em produtos vegetais O estudo mostra que o consumo de peixes, crustáceos e moluscos no estado está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em média, os paulistas consomem esses alimentos apenas de uma a três vezes por mês. Enquanto a OMS sugere o consumo pelo menos duas vezes por semana.
Celso Vegro destaca o potencial de crescimento do consumo. “Em razão dessa maior demanda objetiva, a estrutura produtiva paulista está reagindo positivamente em exemplo do clássico econômico em que a demanda faz a oferta”, explica o pesquisador.
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