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Rio Grande Sul Projeta Safra: guia completo
Rio Grande do Sul projeta safra recorde de uva para 2025/2026 Enólogo aposta em vinhos concentrados e alta qualidade aromática devido à colheita Por Henrique Rodarte 29/01/2026 às 20:20 Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo Resumo da notícia O Rio Grande do Sul projeta safra recorde de 905.291 toneladas de uvas para 2025/2026, beneficiada por inverno com mais de 400 horas de frio, essencial para o bom desenvolvimento das videiras.A viticultura gaúcha envolve 15 mil famílias e cultiva 42,4 mil hectares, sendo a Serra Gaúcha o maior polo de produção, com destaque para uvas destinadas a vinhos, sucos e consumo in natura.Apesar do atraso de 10 a 15 dias na colheita devido a temperaturas mais baixas em setembro, a qualidade da uva permanece elevada, e a produção deve se estender por até dois meses.O Rio Grande do Sul, maior produtor de uvas do Brasil, projeta uma safra de 905.291 toneladas para a temporada 2025/2026, superando a média histórica tanto em volume quanto em regularidade produtiva.
O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Thompsson Didone, acompanha o desenvolvimento da cultura no Estado e confirma as perspectivas positivas para a colheita. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE A viticultura gaúcha movimenta 15 mil famílias, em sua maioria agricultores familiares, que cultivam diretamente as parreiras. O setor tem forte impacto social e econômico na região.
O Estado cultiva aproximadamente 42,4 mil hectares de uva, sendo que a Serra Gaúcha concentra 36,6 mil hectares dessa área. A região consolida sua posição como o maior polo de produção e processamento de uvas do país.
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O extensionista rural mantém expectativas positivas para a safra atual. “Em termos de quantidade, a safra deve superar uma safra considerada normal. Tivemos um inverno com frio adequado e de boa qualidade, o que é fundamental para o bom desenvolvimento das videiras”, explica.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Inverno com 400 horas de frio impulsiona desenvolvimento das videiras As condições climáticas do inverno de 2025 determinaram o bom desempenho da safra. Segundo Didone, as videiras necessitam de um número mínimo de horas de frio abaixo de 7,2 °C para garantir brotação uniforme e boa formação dos cachos.
As variedades americanas demandam entre 150 e 250 horas, enquanto algumas uvas viníferas exigem até 400 horas de frio.
Leia Também:Paraná mapeia pomares de uva para prevenir deriva de agrotóxicosSafra de uva no RS deve superar 900 mil toneladas em 2026Perigo – fungo atinge nivel alarmante em São Paulo “Nesse ano, em várias regiões do Estado, superamos as 400 horas de frio, com temperaturas estáveis, sem oscilações bruscas.
Isso permitiu uma excelente emissão de brotos e cachos, refletindo diretamente no potencial produtivo da safra”, destaca Didone. Colheita atrasa 15 dias, mas mantém qualidade elevada Apesar do bom desenvolvimento das plantas, a colheita começou com um atraso de 10 a 15 dias em relação a uma safra considerada normal.
As temperaturas mais baixas e a menor incidência de sol no mês de setembro retardaram o desenvolvimento vegetativo das videiras. “Esse atraso não interferiu na qualidade da uva. Apenas alongou o ciclo”, ressalta o extensionista rural. As primeiras vinícolas já iniciaram o processo de industrialização, que deve se intensificar nas próximas semanas.
A previsão indica uma safra com duração de um mês e meio a dois meses, dependendo das condições climáticas ao longo do período de colheita. Uvas americanas dominam 85% da produção estadual Aproximadamente 85% da produção estadual compõe-se de uvas americanas e híbridas, enquanto as viníferas representam entre 12% e 15% da área plantada.
As variedades americanas e híbridas apresentam, em geral, produção superior à média. Entre as viníferas, a produção também se mostra acima do normal, com destaque para a Chardonnay, variedade importante para a elaboração de vinhos finos e, especialmente, de espumantes, um dos principais produtos da Serra Gaúcha. Thompsson Didone ressalta que as avaliações de qualidade ainda são parciais.
“A uva que as vinícolas recebem até o momento apresenta boa qualidade. Ainda é cedo para uma avaliação definitiva, pois a qualidade depende muito das condições climáticas semana a semana, como períodos de chuva ou maior insolação”, explica.
Emater estima aumento de até 10% na safra 2025/2026 A estimativa preliminar da Emater/RS-Ascar indica que a safra 2025/2026 deverá apresentar um acréscimo de 5% a 10% em relação a uma safra normal. Se comparada à safra passada, que já alcançou bons resultados, o aumento deve ficar em torno de 5%.
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Regularidade climática e desenvolvimento indicam possibilidade de safra histórica A vindima, que é a colheita da uva, da vinícola Lidio Carraro ainda está em andamento, mas os sinais que vêm do vinhedo animam os produtores. A colheita segue até março e, até agora, o ciclo tem apresentado regularidade, sanidade e um desenvolvimento que agrada quem acompanha a videira de perto.
Foto: Vinhedos Lidio Carraro Juliano Carraro, diretor comercial da vinícola, avalia positivamente o início do ano. As brotações ocorreram de forma uniforme, a produtividade alcança bons níveis e a sanidade das plantas chama atenção. “Tivemos um comportamento climático favorável em todos os aspectos até o momento, o que indica que podemos ter uma safra com excelentes resultados”, resume.
Vinhedos escapam de granizo que atingiu outras regiões do sul Mesmo com registros de granizo em outras áreas do Sul do país, os vinhedos da Lidio Carraro passaram ilesos. “Esses eventos não atingiram nossas áreas, felizmente”, explica Juliano. Um detalhe que faz diferença quando se pensa em qualidade lá na frente.
Do ponto de vista técnico, Giovanni Carraro, enólogo da casa, destaca que a safra teve um ritmo muito correto de desenvolvimento, sem extremos. “A videira se desenvolveu nos tempos certos, com uma velocidade média de maturação. Não tivemos períodos prolongados de temperaturas abaixo da média, o que é muito positivo”, explica. Esse comportamento climático tende a impactar diretamente o estilo dos vinhos.
De acordo com Giovanni, a expectativa aponta para uvas com bagas menores e plantas com menor vigor vegetativo. Na prática, isso costuma resultar em vinhos mais concentrados. “Em termos gerais, deveremos ter vinhos com alta concentração aromática e polifenólica”, afirma.
Embrapa desenvolve queijo vegetal funcional a partir de castanha de caju Churrasco salgado: preço da carne bovina não deve cair Para as variedades mais tardias, cuja colheita acontece ao longo de março, ainda é cedo para conclusões definitivas. Mas o cenário segue favorável. A tendência, segundo o enólogo, aponta para uma safra acima da média em qualidade e, para muitas uvas, também em produtividade.
Safra 2026 pode entrar para linha especial Naturalmente, começa a surgir a pergunta que sempre ronda anos promissores: existe chance de termos vinhos da linha Grande Vindima? Na Lidio Carraro, esse selo fica reservado a safras realmente especiais, como 2012, 2013, 2018 e 2020. Giovanni prefere manter a cautela. “Essa definição só pode ocorrer no dia da colheita. São muitos fatores envolvidos.
A expectativa é boa, mas só poderemos confirmar nos próximos 60 dias”, pondera. Foto: Vinhedos Lidio Carraro Além do aspecto técnico, 2026 carrega também um simbolismo especial para a vinícola. O ano marca mais uma Copa do Mundo, e a Lidio Carraro tem uma relação histórica com o futebol.
Em 2014, a vinícola forneceu os vinhos oficiais da Copa do Mundo no Brasil, um marco que projetou a marca internacionalmente e reforçou sua vocação para grandes momentos.
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